Voice of the Broad Masses of Eritrea

25 01 2014

Richard A. D’Angelo

A mídia de massa pode ser uma ferramenta poderosa e de forte influência sobre um movimento revolucionário. A luta pela liberdade da Eritreia tem ligação direta com a fundação da Voice of the Broad Masses of Eritrea (Dimtsi Hafash – Voz das Grandes Massas da Eritreia). A emissora foi protagonista na caminhada pela independência do país, guiando o povo em sua luta contra a Etiópia. Durante o período de operação clandestina, o jamming constante precisava ser superado com transmissores de potência variando entre apenas 200 e 750 watts. O tempo passou e ela tornou-se a voz oficial da Eritreia independente, continuando a transmitir em ondas curtas e mantendo assim mais um interessante alvo DX no ar.

No Chifre da África as tradições orais são fortes. A palavra falada ao invés da escrita é que tem maior influência sobre a população. Portanto, o rádio pode ser uma poderosa ferramenta nas mãos de governantes interessados em buscar o apoio do povo. Graças ao rádio em ondas curtas é possível acompanhar os acontecimentos dessa região.

O país
Eritrea
A Eritreia fez parte do reinado de Aksum até seu declínio no século VIII. Passou ao controle do Império Otomano no século XVI e posteriormente aos Egípcios. A Itália capturou as áreas costeiras em 1885 e o Tratado de Uccialli, em 2 de Maio de 1889, deu aos italianos a soberania sobre parte da Eritreia. Batizaram a colônia com o nome romano do Mar Vermelho (Mare Erythraeum) e governaram a região até a II Guerra Mundial. Os britânicos capturaram a Eriteia em 1941 e administraram o país representando as Nações Unidas até ser federada em 15 de setembro de 1952. Passou a ser uma província etíope em 14 de novembro de 1962. Uma guerra civil irrompeu contra o governo da Etiópia e foi liderada por grupos rebeldes que se opunham a união e queriam a independência da Eritreia.

Os 30 anos de luta pela independência terminaram em 1991 com os rebeldes derrotando as forças do governo etíope. A independência foi aprovada de forma esmagadora em um referendo no ano de 1993. Uma guerra pela fronteira com a Etiópia começou em 1998 e foi encerrada sob os auspícios das Nações Unidas em dezembro de 2000. A Eritreia tem em seu território a presença de Forças de Paz da ONU monitorando 25 km de fronteira com a Etiópia em uma Zona de Segurança Temporária. Uma comissão internacional organizada para resolver a disputa fronteiriça publicou suas conclusões em 2002, mas a demarcação final ainda não saiu do papel devido as objeções do governo etíope. Enquanto isso, a Missão de Paz das Nações Unidas para a Etiópia e Eritreia (UNMEE) continua a monitorar a região.

Localização e geografia
A Eritreia era a província mais ao norte da Etiópia. Grande parte de seu território é montanhoso. A estreita planície na costa do Mar Vermelho é um dos lugares mais quentes e secos da África. A região central, com temperatura mais amena, possui vales férteis onde está concentrada a agricultura.

A Eritreia está localizada na parte oriental da África, com fronteiras ao norte e leste com o Mar Vermelho, com o Djibouti (109 km) e Etiópia (912 km) ao sul e Sudão (605 km) ao norte e oeste. O país é dominado por uma extensão das terras altas que cortam a Etiópia de norte a sul que descem para o leste em direção a planície desértica costeira. O noroeste é montanhoso e o sudoeste é plano.

VBMEO clima é quente e seco na costa do Mar Vermelho e mais frio e úmido na região central, com até 61 centímetros de chuva anualmente. O clima é semi-árido no oeste. A temporada de chuvas vai de Junho a Setembro, com exceção da costa.

O país tem mais de 121 mil km² e uma população de mais de 4,5 milhões de habitantes. A capital e maior cidade é Asmara, com cerca de 900 mil habitantes. Os idiomas oficiais são: Afar, Bilen, Kunama, Nara, Árabe, Tobedawi, Saho, Tigre e Tigrinya. O Inglês está tornando-se rapidamente o idioma do mundo dos negócios e educação em nível médio e superior.

Economia
Os principais problemas que afetam a economia da Eritreia são a infraestrutura obsoleta e devastada pela guerra, falta de divisas para pagar as importações, sistema de coleta de impostos fraco e a predominância de uma agricultura de subsistência pouco produtiva.

Desde a independência da Etiópia, em 24 de maio de 1993, a Eritreia tem enfrentado problemas econômicos inerentes a um país muito pobre. Assim como a economia de vários países africanos, ela é baseada na agricultura de subsistência, com 80% da população envolvida na agricultura e pecuária. A guerra Eritreia/Etiópia entre 1998-2000 afetou grandemente a economia local. O crescimento caiu a zero em 1998 e em 2000 houve retração de 12,1%. A ofensiva etíope de maio de 2000 no norte da Eritreia causou um prejuízo de 600 milhões de dólares, incluindo perdas de 225 milhões na pecuária e 55 mil casas. O ataque não permitiu a semeadura de plantações na região mais produtiva do país, forçando uma queda na produção de alimentos de 62%. Entretanto, durante a guerra, a Eritreia conseguiu desenvolver sua infraestrutura de transportes, pavimentando novas estradas, melhorando seus portos e reparando as estradas e pontes danificadas. Com o seu final, o governo manteve o crescimento da economia em ritmo acelerado, expandindo o uso militar e de outros parceiros para completar a agenda de desenvolvimento do país. Infelizmente as estações de chuvas irregulares e o lento desligamento militar dos agricultores manteve a produção de grãos abaixo da expectativas nos últimos anos. O seu futuro econômico depende da capacidade de enfrentar problemas sociais como analfabetismo, desemprego e falta de capacitação.

Artigo traduzido mediante autorização do Danish Shortwave Club International. A publicação em qualquer outro meio é expressamente proibida.


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