O CTCSS explicado

17 02 2013

Ira Wiesenfeld / Christopher Dalton

Nos dias atuais os sistemas de comunicações móveis por rádio possuem mais opções e funcionalidades que nunca. Dentre elas, uma das mais usadas e ao mesmo tempo menos compreendidas é o CTCSS, que significa Continuous Tone Coded Squelch System (Sistema contínuo de tom por squelch  codificado).

Os fabricantes de equipamentos dão ao CTCSS diferentes nomes. O da Motorola é conhecido como PL (Private Line), o da Kenwood é o QT (Quiet Tone) e o da GE/Ericsson/Harris é o CG (Channel Guard). A comunidade radioamadorística simplesmente o conhece como CTCSS. De qualquer forma não importa o nome, pois as funções são as mesmas.

O CTCSS emprega tons subaudíveis – que estão abaixo da gama de frequências de voz do rádio (300 Hz a 3000 Hz) – e usa modulação por tom entre 67 e 254 Hz sobre a portadora com tráfego de voz. Estes tons são selecionados a partir de uma lista aceita pelas indústrias e geralmente estão disponíveis na programação do equipamento. O CTCSS permite a codificação (transmissão) e decodificação (abertura do squelch) de equipamentos pertencentes a uma determinada rede.

Na comunidade radioamadorística a codificação CTCSS é normalmente chamada de “tom”, enquanto a decodificação é “tom squelch”. Para efeito de programação de rádio é conhecido simplesmente como PL, QT ou CG (dependendo do fabricante) para transmissão ou recepção.

O CTCSS é usado para acessar repetidoras e redes e permite a múltiplos usuários manterem contatos em uma mesma frequência (canal) sem a recepção de tráfego total e é empregado para melhorar a operação em áreas com alto ruído de RF, interferência e congestionamento. A operação de um receptor sem CTCSS é conhecida como “squelch aberto por portadora” ou simplesmente “squelch por portadora”. Um receptor neste modo permite ao operador de rádio monitorar qualquer tráfego em um canal em particular.

Normalmente em um sistema banda larga com separação de 5 kHz o desvio do CTCSS para codificação é 0,7 kHz. Em sistema banda estreita com separação de 2,5 kHz o desvio é de 0,3 kHz.

Todos os componentes da rede devem monitorar o canal antes de transmitir. Em termos genéricos isso é conhecido como “função para monitoramento de canal”. Isso é necessário em todos os equipamentos para garantir que não exista interferência caso alguém esteja operando na mesma frequência.

Rádios portáteis possuem um botão de monitoramento tipicamente numa das laterais do equipamento para determinar se outro usuário está ocupando o canal.  Isso também é possível com a remoção do microfone do receptáculo caso esteja programado para isso. Tal função possibilita que o operador não se distraia na direção ao usar o rádio.

Outros métodos usados para ajudar o usuário a monitorar o canal antes de transmitir incluem a programação de LEDs para indicar a ocupação do canal mesmo que não exista áudio. O rádio também pode ser programado para não transmitir até que o canal esteja livre, o que pode ser prejudicial dependendo da situação. Essa função é conhecida como “trava de canal ocupado”.

Artigo traduzido mediante autorização do editor responsável da Scanner Digest Newsletter. A publicação em qualquer outro meio é expressamente proibida.

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