Praticando Dexismo durante o eclipse em Colombo, Sri Lanka

9 12 2012

Adrian M. Peterson

Em várias ocasiões foram apresentadas informações no programa Wavescan sobre condições de propagação durante eclipses do Sol. Em dois programas foram abordados eventos históricos ocorridos no Pacífico há setenta anos ou mais e outro bem mais recente, ocorrido na Ásia. Provavelmente você ainda lembrará das considerações interessantes feitas por Jose Jacob (VU2JOS) durante monitoramento efetuado no Instituto Nacional de Radioamadorismo em Hiderabad, Índia.

Recentemente recebemos outro sumário das condições de propagação na Ásia durante um eclipse solar feito pelo conhecido Dexista do Sri Lanka, Victor Goonetilleke. Assim como Jose Jacob, Victor Goonetilleke também é radioamador (4S7VK). Durante o trágico tsunami ocorrido na Ásia há alguns anos Victor realizou um serviço valoroso ao estabelecer comunicações de emergência enquanto outros meios estavam indisponíveis.

Há mais de vinte anos Victor foi editor do boletim da União dos Dexistas Asiáticos (UADX). Tal publicação sempre teve conteúdo de alto nível quanto ao monitoramento e eventos associados a cena radiofônica no Sul da Ásia.

Seguem as informações pertinentes ao monitoramento durante o referido eclipse:

Um mapa detalhado mostra o caminho principal do eclipse passando sobre o sul da Índia e o norte do Sri Lanka, deixando Colombo no limite sul. Este evento ocorreu no início da tarde.

Em ondas médias as únicas estações distantes que normalmente são captadas em Colombo nesse horário são as seguintes indianas:

Chennai               720 kHz            200 kW            sinal fraco
Trichy                  936 kHz            100 kW             sinal bom
Trivandrum       1161 kHz          20 kW                sinal fraco
Tirunelveli         1197 kHz          20 kW                sinal bom

No dia do eclipse o sinal destas quatro emissoras estavam consideravelmente mais fortes e muitas outras estações do sul da Índia que normalmente não são captadas no início da tarde chegaram com bons sinais. Dentre as captações mais interessantes estavam a All India Radio desde Vijayawada, distante cerca de 1290 km ao norte, que irradia 100 kW em 837 kHz e outra emissora localizada próxima a Hyderabad, com 20 kW em 1377 kHz.

A única emissora de ondas médias de outro país captada durante o eclipse transmite desde Male (Ilhas Maldivas) com 10 kW em 1449 kHz.

Nas faixas baixas de ondas curtas o efeito do eclipse foi escalonado. Normalmente o único sinal captado na faixa de 49 metros durante o início da tarde nesta área dos trópicos é a All India Radio de Jeypore, com 50 kW em 6040 kHz, e mesmo assim com sinal fraco. As faixas de 49 e 41 metros estavam bem mais ativas que o normal com o registro de várias outras emissoras de diferentes países.

Segue a lista dos vários países captados durante o eclipse. Tenha em mente que todas as emissoras captadas transmitem com 100 kW, com exceção de Jeypore (50 kW).

China                 5990 kHz
Myanmar         5915 kHz       sinal mais forte durante o eclipse
Malásia             5965 kHz
Butão                6035 kHz       notícias em Inglês às 0800 UTC
Tibet                 6110 kHz        sinal muito forte
Índia                 6040 kHz       sinal muito forte (Jeypore)

A maior surpresa foi a captação do transmissor de 10 kW da Defense Forces Radio desde Taunggyi, Mianmar. A emissora chegou com um sinal excepcionalmente forte em 5770 kHz com o que parecia ser uma transmissão especial com informações sobre o eclipse.

Em comparação com as observações feitas no eclipse de 1984, Victor concluiu que o evento do referente ano teve a presença de sinais mais distantes, principalmente devido ao fato que o caminho dele ocorreu mais ao norte naquela ocasião. Além disso, o eclipse melhorou sinais de estações de ondas tropicais.

Durante tais observações o receptor utilizado foi um Icom R71A conectado a uma antena dipolo com 80 metros a 13 metros de altura. Tal conjunto foi instalado na região suburbana de Colombo, Sri Lanka.

Victor conclui com a seguinte mensagem: Espero que estas informações criem uma cultura de alerta quanto as condições de propagação durante um eclipse e que auxiliem aos Dexistas a ter um melhor conhecimento da mecânica da propagação das ondas de rádio.

Artigo irradiado no programa Wavescan e traduzido mediante autorização. A publicação em qualquer outro meio é expressamente proibida.

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