Conversor para FM

7 07 2012

Uma nova maneira de fazer DX em FM.

Nota do editor: os rádios definidos por software (SDRs) são os preferidos entre muitos Dexistas de ondas médias e curtas. Um SDR consiste de uma caixa com a parte eletrônica com entrada de antena, porta USB ou serial para conexão com o computador e um software que permite a sintonia, ajuste de seletividade, faixa, redutor de ruído, filtro notch e muito mais. Dois SDRs bastante populares entre os Dexistas de OM, OL e OC são o Perseus e o SDR-IQ.

Keith McGinnis é o primeiro Dexista de FM que conheço que comprou um conversor de FM para uso com o seu SDR Perseus. Keith utiliza o software WRPlus para sintonia. Na sequência estão os detalhes da sua experiência de Dexismo em FM com um SDR.

Na semana passada recebi o conversor para FM da empresa alemã Dientronik. Tentei começar a usar com o software WRPlus e pareceu funcionar bem, sendo o único detalhe os conectores de entrada de antena e saída para o SDR, que eram do tipo SMA. Acidentalmente acabei deixando preso num deles o pino central de um dos conectores. Após explicar a minha situação enviei de volta a unidade para revisão. Foram instalados conectores F próximos aos SMA existentes.

Estou bastante impressionado com o rendimento do equipamento. A possibilidade de ver e gravar até 2 MHz do espectro é excelente. A sensiblidade e seletividade são ótimas, estando em um nível igual ou superior ao Yamaha T-85. Os filtros do software WRPlus são de 50, 80, 120, 150, 180 e 192 kHz. O de 120 é excelente para DX. O de 80 já resulta em alguma distorção do áudio. Quanto ao de 50, ainda estou buscando uma utilidade… A sintonia é um pouco peculiar, mas nada que com o tempo você não possa se acostumar. É possível a demodulação em estéreo e mono, com RDS para ambos. A princípio achei o RDS pouco eficiente, mas após alguns ajustes o rendimento melhorou muito. Não ao mesmo nível do Esslinger-Conrad, mas muito próximo. Também há funções como redutor de ruído, filtros de de-ênfase, notch, etc.

Em uma situação de faixa fechada ouvi duas novas emissoras (WELH e WFMR). A WELH também podia ser ouvida no T-85, mas não tão bem. A WFMR simplesmente não foi captada no T-85. Em outras oportunidades mais estações foram captadas, enquanto no T-85 o sinal era inferior. A possibilidade de ver o espectro e os efeitos do faseador também tornou seu uso muito mais fácil.

O conversor fica bastante quente conforme o tempo, assim como a fonte de alimentação.

Meu sistema consiste basicamente de duas antenas levadas ao faseador e posteriormente ao “RF in” do conversor e um cabo conecta o “IF out” ao “RF in” do Perseus. Ao iniciar o WRPlus, ambas unidades ficam prontas para uso.

Como já disse, fiquei bastante impressionado com os resultados. Ele pode até não substituir o T-85, mas o potencial está provado e creio que o futuro do Dexismo em FM está no uso de conversores e SDRs.

Tela do espectro de FM de 92,5 a 94,5 MHz.

 Tela do espectro de FM de 93,1 a 94,9 MHz.

Artigo traduzido mediante autorização do Worldwide TV/FM DX Association. A publicação em qualquer outro meio é expressamente proibida.


Ações

Information

2 responses

2 08 2012
Rodrigo de Araujo

Acho uma pena que o único projeto (ao menos que eu saiba) destinado à fabricação de SDRs no Brasil tenha interrompido as vendas. Seria interessante se tivéssemos uma opção no mercado brasileiro, com preços mais acessíveis em relação aos do exterior. Talvez seja justamente a necessidade de importação do material que torne tão difícil a fabricação por aqui. Mesmo aqueles SDRs de reconhecida marca no mercado internacional não são fáceis de se encontrar em lojas especializadas de nosso país, quase não se vê. Gostei de saber que existem conversores para FM em SDR.

3 08 2012
Ivan

Rodrigo,

O problema de fabricar itens do gênero em escala industrial em nosso país é muito difícil. A importação está sujeita a insumos, bem como a produção. Não creio que um equipamento bom feito em nosso país conseguiria um valor competitivo, infelizmente.

Na minha opinião a importação direta é a melhor opção. Não é tão difícil quanto parece e tampouco é exposta a tantos riscos que alguns “pintam” para manter seus lucros.

73!

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