Um outro olhar sobre fontes de alimentação

31 03 2012

Bob Hawkins

Tive a oportunidade de usar vários tipos de fontes de alimentação nos últimos dois anos, que iam de simples eliminadores de pilhas a modelos de alta potência. Os resultados foram bastante interessantes.

Eliminadores de pilhas

A maior parte dos rádios precisam ou podem usar uma fonte de alimentação externa além das pilhas. Quando usados de forma permanente implicam em boa economia. Para receptores de porte maior ou transceptores seu uso é bastante desejável. Quando o receptor é menor, uma fonte de pequeno porte é suficiente e muito comumente é fornecida com o equipamento. Quando isso não acontece o fabricante recomenda uma tensão e corrente satisfatória.

Quando eu comprei meu Sony 2010 uma fonte entrou na lista de prioridades para economizar em pilhas quando o receptor era usado em casa. Eu comprei a fonte da Sony recomendada e gastei durante boas horas os “elétrons vindos da tomada”. A fonte da Sony permitiu uma boa performance sem a necessidade de pesquisar uma na Radio Shack que servisse. Isso também eliminou a possibilidade de dano ao rádio com uma fonte com polaridade diferente. O normal é que o negativo esteja na parte externa do conector. O Sony segue este padrão, mas o Grundig YB400 usa positivo aterrado. Conecte uma fonte com pinagem diferente e prepare-se para ter gastos com reparo em seu receptor.

Meus transceptores precisam de valores elevados de corrente a 13,8 V. Comprei uma Alinco DM-330MV revisada em uma coluna anterior. Também encontrei várias outras fontes na região de Toronto que também foram testadas em meus rádios.

Os eliminadores de pilha possuem combinações quase infinitas de tensão e corrente. É recomendável que o tipo de fonte seja estabilizada. Ao menos duas que testei no 2010 eram baratas e não estabilizadas e adicionaram um nível considerável de ruído à recepção.

Fontes estabilizadas

Adquiri uma boa variedade de fontes de grande capacidade para receptores maiores. Eram invariavelmente estabilizadas e adicionaram pouco ou nenhum ruído à recepção.

Fontes estabilizadas custam mais caro e normalmente vem com mais funções. Uma pequena fonte regulável de até 3 A que cubra de 5 a 15 V e possua medidor de corrente é um exemplo. Os modelos que usei (da Mapple Leaf Communications e Daiwa) não adicionaram ruído à recepção do meu receptor AOR7030 bem como ao transceptor Yaesu 817.

Para alimentar meu transceptor eu uso a DM-330MV (suporta cargas de até 30A). Usar uma fonte com corrente superior ao necessário é sempre desejável pois não haverá aquecimento sob condições normais de carga. Meu transceptor precisa de 20 W para transmitir, então a fonte não é forçada. Fontes estabilizadas geram mais ruído quando a operam acima ou próximas do seu limite.

Quando da minha participação no Ontario QSO Party a partir de uma localidade remota com o Yaesu FT100, percebi que a fonte gerou espúrios nos 160 metros e traços deles em 80 metros. A fonte alimentou um rádio a potência máxima (CW), um computador portátil e um acoplador. Como a carga era próxima dos 30 A o rádio foi afetado pelo ruído da fonte. A fonte Alinco converte os 127 VCA para 12 VDC por meio de um circuito oscilador, portanto, uma fonte chaveada. Tais fontes são fornecidas com computadores por conta do seu tamanho pequeno e por serem leves. Quando eu emprestei uma fonte linear para alimentar o rádio e o acoplador o ruído desapareceu.

Comprei uma fonte linear posteriormente para comparar com a da Alinco. Ela tinha três vezes o tamanho, seis vezes o peso e corrente inferior. A conversão era feita por meio de um transformador grande responsável pelo peso. Em comparação com a fonte chaveada percebi a ausência de ruído nas frequências baixas, região em que a fonte Alinco gerou espúrios. Conclusão: ao trabalhar em frequências baixas eu prefiro usar a fonte maior. Acima dos 80 metros as duas fontes são equivalentes e eu prefiro usar a Alinco.  Ela está entre as que obtiveram melhor avaliação por parte da revista QST e nunca causou maiores problemas ao trasceptor de mesa, apenas ao portátil FT100.

Artigo traduzido mediante autorização do Ontario DX Association. A publicação em qualquer outro meio é expressamente proibida.


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