Panasonic RF-562D

19 03 2012

Este lançamento da Panasonic despertou meu interesse pelo design, que tem um pé nos anos 70/80. Mesmo sendo fabricado na Indonésia (o que certamente confere ao equipamento um preço mais atraente se comparado com Japão), achei o valor final um tanto salgado levando em conta que se trata de um equipamento extremamente simples.

Foram cerca de R$120 pagos diretamente o fornecedor de forma a evitar aproveitadores que cobram até três vezes o valor real dos equipamentos “pelo bem do hobby”.

Após trinta dias de espera o equipamento finalmente chegou em minhas mãos. A caixa é extremamente frágil, mas há um isopor que dá conta do recado. E sim, realmente é muito bonito, com ou sem a capa protetora. Como todo receptor do gênero, é bastante simples de usar. Basta colocar duas pilhas grandes no compartimento (ele não tem entrada para fonte), atuar no botão liga/desliga/volume, escolher a faixa na chave da parte de trás do equipamento e começar a diversão.

O áudio é bastante agradável, seja nas faixas de FM, Ondas Médias e Curtas. Os elogios param por aqui. Sensibilidade e seletividade estão muito distantes do ideal até mesmo para os padrões de receptores simples como ele. Justamente por conta da falta de seletividade, principalmente em ondas curtas, a sintonia em várias situações é bastante desconfortável.

Qualquer comentário diferente disso certamente é enganoso. Trata-se de um receptor simples que serve para o ouvinte casual de Ondas Curtas ou mesmo de emissoras locais de FM e Ondas Médias. Não espere fazer nenhum DX espetacular com ele. Pelo valor cobrado eu inclusive recomendaria economizar um pouco e adquirir um receptor portátil digital, pois há modelos nos dias atuais que não chegam a R$200 (desde que você opte por adquirir o equipamento sem atravessadores).

Para quem apenas quer ouvir algo de forma descompromissada, certamente é uma aquisição que vale a pena. Na véspera da redação deste post inclusive levei ele comigo quando de uma passagem por um tradicional bairro espanhol de Sorocaba (Vila Barcelona) e enquanto comia o delicioso pastel servido na feira local pude ouvir a Radio Exterior de España.





Perses Downconverter

26 08 2011

Não resta mais dúvida: esta foi mais uma grande aquisição que fiz visando o Dexismo em FM. Confesso que quando da aquisição estava bastante desconfiado do seu rendimento, mas o uso mudou meu conceito sobre o assunto. Antes da compra li um artigo sobre ele bastante interessante no boletim do WTFDA e este foi o fator determinante do meu interesse. Na época ele era comparado de forma bastante positiva com o sintonizador Yamaha T-85, um dos mais conhecidos e usados por Dexistas da faixa de FM.

Resolvi arriscar pois acredito que independente da faixa o uso de SDRs será o futuro do Dexismo e usando ele em conjunto com o QS1R posso gravar até 2 MHz do espectro o que significa a escuta de 10 emissoras ao mesmo tempo. Durante uma noite de abertura Transequatorial isso significa colher muito mais resultados que com um receptor convencional.

No momento estou usando o software WRplus e gostei bastante das suas funções. Além da sensibilidade ser equivalente a do Sony XDR-F1HD que eu tinha, o uso do software permite a configuração dos filtros, uso de redutor de ruído, escuta em mono ou estéreo, a não existência de “soft-mute”, entre várias outras que fazem com que o downconverter supere o Sony. A única coisa que não gostei muito é a parte dedicada ao RDS. Além da decodificação ser um pouco lenta em comparação com o Sony a tela de informações é um pouco limitada.

O equipamento tem potencial. Disso não tenho dúvida. Com o uso dele já tive a oportunidade de fazer algumas captações novas mesmo sob condições de faixa “morta”.

Para encerrar deixo algumas telas de RDS. Futuramente compartilharei outras conforme for fazendo mais captações. Áudios de emissoras como sempre serão compartilhados por aqui.

O downconverter pode ser visto na foto abaixo:





ICE Radio 473

9 06 2011

A eterna luta contra o ruído elétrico! Acredito que mais que se concentrar apenas na compra de receptores que sem um bom suporte servirão apenas como enfeite a não ser que você viva em uma localidade isolada das facilidades interferentes do mundo moderno todo Dexista deveria buscar meios pelos quais reduzir esta praga presente no éter e que a expectativa infelizmente não é de melhora.

Nos últimos anos algumas ações tomadas ajudaram bastante a fazer com que eu pudesse efetuar minhas escutas com um pouco mais de tranquilidade:

1 – Antena Wellbrook ALA1530S+. Por captar a componente magnética da onda e rejeitar a componente elétrica o nível de ruído na recepção é naturalmente menor;
2 – Rotor Philips SDW1850/17. Além de servir muito bem para rotacionar minha antena de FM e assim fazer vários DX, ao fazê-lo posso deixar a antena em uma posição de menor captação de ruído;
3 – Aterramento. Dispensa maiores comentários.

Minha última arma no arsenal contra o ruído elétrico é o filtro de linha fabricado pela Industrial Communications Engineers. Trata-se de um filtro de linha muito mais bem elaborado que os comumente encontrados no mercado e usados em computadores (que em muitos casos são nada mais que “réguas”). Com tal filtro consegui mais um pouco de redução no nível de ruído elétrico. Aterrando o filtro ele é ainda mais eficiente. Uso também outra unidade dele conectada entre a alimentação e os aparelhos eletrônicos da sala (que geram ruído) de forma a diminuir a “sujeira” jogada na rede elétrica local.

A empresa também fabrica um filtro que pode ser usado na entrada de energia da residência (ICE 334) que também adquiri e pretendo usar em minha futura casa.

Para quem tiver interesse na linha de produtos de tal empresa é só clicar aqui. Ressalto que não possuo qualquer conexão comercial com tal empresa. Sou apenas um cliente satisfeito apesar de destacar negativamente a comunicação deles, pois não atendem telefone e tampouco responderam a qualquer email enviado por mim na época da aquisição dos equipamentos. De qualquer forma o importante é que eles funcionam!

Seguem as fotos para matar a curiosidade:





Radio Shack PRO-197

18 10 2010

Nos últimos dias tive a oportunidade de fazer alguns testes com o referido equipamento. Conforme ressaltado em seu manual trata-se de um equipamento que se você for “bitolado” no sistema de bancos, memórias, etc, certamente terá dificuldade no aprendizado.

A falta da possibilidade de escuta em banda lateral (útil para algumas aplicações) é compensada com a demodulação de transmissões trunking digitais, algo particularmente interessante para quem gosta de ouvir serviços públicos.

A curva de aprendizagem é longa. O manual da Radio Shack é simplesmente um horror. Acabei optando por baixar o manual do GRE PSR-600 (mesmo rádio vendido por outra empresa) que é muito melhor.

Já estou monitorando várias frequências analógicas (aviação) e algumas poucas digitais. Para quem gosta de um bom scanner considero ele uma aquisição bastante interessante.

Lembrete: em VHF você precisará usar o atenuador pois ele satura com terrível facilidade. :-(

Segue a foto do brinquedo:





Divisores de antena

18 08 2010

Por conta de problemas relacionados com antenas com ganho muito divergentes, abandonei algo que pode ser uma alternativa para adicionar emissoras ao meu rol de captações na faixa de FM: faseamento de antenas. Como nos próximos dias pretendo erguer uma antena Körner 17.5, certamente estarei com um sistema muito mais equilibrado pois há um bom tempo uso a antena de fabricação norteamericana Antenna Performance APS-9B, que possui um rendimento muito bom e foi a responsável por atiçar meu interesse pelo Dexismo em FM.

Além do faseador e de antenas com ganho equivalente serem recomendadas, uma peça importante do sistema é o divisor de antena. Quando da aquisição dele há mais de um ano aproveitei e comprei também dois atenuadores (necessários ao conjunto em casos de níveis diferentes de sinal nas antenas objetivando o devido equilíbrio) e um divisor de antena. Quanto ao faseador e os atenuadores, fiquei bastante contente, mas o divisor… Para começar, ao desembalar o pacote a tampa dele caiu.

Há poucos instantes fiz um teste que mostra a diferença entre os dois. Os candidados são um divisor marca Tozz (?!) e um Mini-Circuits ZSC-2-1-75. Segue a foto deles:

Evidentemente há perdas em ambos os casos, mas fiquei espantado com a diferença entre os dois. Dizer que o modelo chinês tomou uma surra seria pouco. Para o teste usei como referência uma emissora semi-local para evitar que sinais variáveis (tropo, por exemplo) prejudicassem o resultado. Direcionei a antena de forma que o seu sinal chegasse com sinal um pouco mais baixo para que os resultados fossem mais evidentes.

Após isso, fiz as devidas conexões e registrei os resultados em gravações e imagens. E vamos a eles:

Sinal da emissora com conexão direta (sem divisor):


Sinal da emissora com o divisor Tozz:


Sinal da emissora com o divisor Mini-Circuits:


A diferença não ficou tão evidente? Que tal algumas imagens?

Sinal da emissora com conexão direta (sem divisor):

Sinal da emissora com o divisor Tozz:

Sinal da emissora com o divisor Mini-Circuits:

Ficou claro que a economia não foi uma boa opção. Quanto ao faseador, nos próximos dias espero poder divulgar os primeiros resultados.





Cancelando ruídos

2 07 2010

Há mais de um mês ando bastante afastado das escutas em ondas curtas. Entre vários fatores, destaco a presença, em alguns dias e faixas, de intenso ruído elétrico. Há um bom tempo faço uso de faseadores no sentido de efetuar seu cancelamento, em alguns casos com fantástica eficiência.

No momento estou usando o faseador MFJ-1026, porém, faltava uma antena auxiliar para a captação de ruído. Não quis esticar mais uma antena do lado de fora da casa, embora essa fosse uma alternativa. O motivo: excesso de cabos coaxiais e a bagunça que eles podem provocar num ambiente em que o shack não é exatamente um shack. A alternativa encontrada foi um kit de antena ativa que há muitos anos me interessei em comprar mas acabei deixando de lado: a antena ativa Ramsey AA7B.

Trata-se de um kit de montagem relativamente fácil para quem tem alguma experiência com o ferro de solda. O rendimento da antena é bastante interessante levando-se em conta que é um modelo para uso indoor. Após os testes preliminares fiz as conexões para uso com o faseador.

Até o momento os resultados são bastante animadores. Consegui um bom nível de cancelamento de ruído com relativa rapidez. O conjunto rendeu o suficiente para que eu possa voltar a ouvir ondas curtas sem a perturbação do ruído elétrico.

Abaixo, a foto do kit:

E agora, a antena montada. Abaixo dela está o faseador da MFJ.





Scope Station Ultra

20 05 2010

Este foi o primeiro software que comprei e, depois de 3 anos da aquisição sou obrigado a confessar que até então ele praticamente não tinha sido usado. Várias mudanças no shack e na organização da prática do hobby acabaram tornando durante este tempo tal software bem pouco útil.

A situação começou a mudar nos últimos dias. Motivado pela necessidade de efetuar várias gravações em frequências e horários diferentes lembrei dessa aquisição. Além de suportar praticamente todas as funções existentes em meu Icom IC-R75, sendo que meu objetivo principal era efetuar gravações programadas. Algo do gênero também está disponível no software de controle do meu RF Space SDR-IQ, porém acho a flexibilidade bem menor.

A interface do software é um pouco confusa, mas a prática leva à perfeição. Em pouco tempo eu já estava fazendo a criação de um banco de dados de frequências e horários para posterior gravação. O software faz as gravações em formato WAV, o que economiza bastante espaço em disco.

Além disso, ele possui funções para importação de bancos de dados em vários formatos, analisador de espectro, visualizador de grayline, entre outras.

Para quem busca um software bastante completo para controle do seu Icom IC-R75, acredito que o Scope Station Ultra seja uma boa alternativa. Não possuo qualquer tipo de conexão com a empresa. Sou apenas um usuário satisfeito. O site da empresa que produz o software pode ser acessado clicando aqui.

Para encerrar deixo uma das telas do programa:





Antena VF-3008

31 03 2010

Mais alguns dias de trabalho, mais uma antena pronta. Finalizar a montagem na data de hoje foi um processo que exigiu paciência, pois ainda estou tentando me recuperar de uma forte gripe e obter concentração estando assim não é algo muito fácil. Mesmo assim o resultado final agradou bastante. Sem maiores problemas, a montagem ficou bastante apresentável.

Esta antena é mais um projeto cedido pelo colega Garry Smith da HS Publications e é destinada a captação de TV na faixa de VHF alto. Por se tratar de um projeto comercial, assim como a VF-1205, não tenho permissão para publicação das suas dimensões.

Os testes desta antena e da outra montada há alguns dias será feito em breve. No próximo dia 10 alguns colegas aqui da cidade estarão em meu QTH para auxiliar a erguer o conjunto. Espero então poder compartilhar bons resultados por aqui. Assim que o conjunto for levado ao alto publicarei fotos também.

Amanhã também haverá mais um post da série histórica de emissoras brasileiras listadas no WRTH. Nos próximos dias, mais áudios de emissoras ouvidas em Garopaba/SC e assim que o meu tripé chegar, os primeiros testes com meu shack móvel para a faixa de FM. Ou seja, material não faltará!

Para encerrar, a foto da referida antena:





Fazendo algo novo

27 03 2010

Desde 1993 tenho como foco principal unicamente a escuta de emissoras de rádio. Isso não é novidade, mas poucos são os que sabem durante um período curto de tempo fui operador da Faixa do Cidadão. Apesar da bagunça que já existia, foi um período bastante interessante em que passava horas conversando com pessoas das mais diversas regiões da cidade. A estação era bastante precária, mas rendeu boas horas de diversão. Por motivos diversos acabei abandonando o hobby.

Há poucos meses passei por uma situação complicada em que meu carro apresentou problema na ignição em plena madrugada em um lugar ermo e distante de casa. Para ajudar, estava em um local que o sinal do celular já era bastante baixo. Felizmente a história teve um desenrolar tranquilo. Depois disso optei pela aquisição de um equipamento de rádio de emergência que pudesse ser um auxiliar em situações diversas caso o uso do telefone não fosse possível.

Por um valor relativamente bom tive a oportunidade de adquirir em um site de leilões o transceptor Realistic TRC-412. Pouco tempo depois o equipamento estava em mãos, mas não tive a sorte até então de fazer nenhum contato que atestasse seu funcionamento.  A única coisa que verifiquei foi que a bagunça presente na década de 90 havia piorado, o que é uma pena.

Na noite de ontem cheguei do trabalho, peguei o carro e fui até a escola em que a minha namorada trabalha esperá-la. Como cheguei adiantado, resolvi ligar o equipamento (que estava no banco de trás do carro há dias) e fazer um teste. Boa foi a surpresa quando cheguei ao canal 11 e encontrei o pessoal com um nível de conversa bastante legal, usando indicativos, ou seja, algo bem superior aos padrões dos 11 metros. Mais adiante descobri que tal canal é o de QAP do PX Clube de Sorocaba.

Resolvi chamar para solicitar a reportagem do sinal e fui prontamente atendido. Até aí tudo bem, mas minutos depois vi que os colegas conversavam sobre antenas para ondas médias. Aí a coisa melhorou mais ainda. Passei mais de meia hora conversando sobre Dexismo, falei de algumas experiências, troquei idéias e fiquei muito feliz por ter dado tanta sorte em encontrar pessoas interessadas na escuta de emissoras de rádio.

Percebi que o uso de tal equipamento pode servir para divulgar o nosso hobby e fiquei bastante animado em montar uma estação base mais adiante, com direito a indicativo e tudo certinho como deve ser. Aos colegas Orlando, Alexandre e Campos, deixo aqui registrado meu agradecimento público pelo bom atendimento e pelo bom QSO proporcionado.

Para saciar a curiosidade, segue a foto do pequeno transceptor Realistic:





Aterramento

17 03 2010

Às vezes nos damos conta que certas práticas recomendadas no nosso hobby acabam sendo ignoradas seja por ceticismo ou por pura preguiça de colocar as coisas em prática. Uma delas é o uso do aterramento. Vejo que seu uso entre os praticantes do Dexismo nem sempre é lembrado, e durante 16 anos de hobby fui um dos que engrossam tal lista.

Hoje resolvi finalmente fazer um sistema simples e testar a eficácia. O procedimento é simples:

1 – Cavar um buraco com 2 metros ou mais de profundidade em um ponto o mais próximo possível do shack;
2 – Colocar na parte inferior do buraco uma mistura química visando aumentar a condutibilidade do solo. Ericogel é bastante recomendado. Infelizmente, devido a falta do mesmo, usei sal grosso e carvão; :-)
3 – Inserir a haste e preencher o restante do buraro com terra;
4 – Efetuar a conexão do fio na haste de aterramento e levar até o shack.

Como muita coisa em nosso hobby, só o aterramento não faz milagre. Há redução no nível de ruído elétrico, mas nada espetacular. Entretanto, somando o uso do mesmo com a antena sendo direcionada para um ponto de menor captação de ruído elétrico e o uso do faseador JPS ANC-4, percebi uma diminuição ainda maior nessa verdadeira praga capaz de ocultar bons DX.

Detalhe: conectei o fio do aterramento à malha do coaxial. Provavelmente um sistema com mais barras e uso de tratamento com Ericogel poderia render ainda mais, mas já estou satisfeito por ver algo simples tornar a prática do Dexismo ainda mais livre do ruído elétrico.








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