O império colonial francês

21 01 2012

Tom Williamson

Se você fizer uma pesquisa entre os cidadãos da América do Norte se surpreenderá com a quantidade de pessoas que desconhece a magnitude das colônias francesas, especialmente no continente africano. Muitos sequer lembram das colônias nos oceanos Índico e Pacífico. Vários desses países conseguiram a independência na década de 60.

A separação da Mãe França não foi um processo fácil e mesmo hoje laços de diferentes tipos permanecem em vários graus. O Chade é um exemplo da influência econômica e militar, sem contar a própria cultura e idioma. Ainda lembro que em um determinado dia após a II Guerra Mundial, ao caminhar pelo Clube Francês, em Ismalia, Egito, sob tempo quente e seco escutei alguém tocando uma bonita música clássica em um piano localizado em uma sala separada. Soboreando uma bebida gelada pude me sentir em casa.

As tensões entre vários grupos étnicos na África ainda configuram fator político importante nos dias atuais confrome pode ser visto em distúrbios envolvendo cidadãos provenientes do Norte da África vivendo na França.

O status e terminologia de alguns países tem origem na II Guerra Mundial, quando algumas colônias se alinharam com o governo de Vichy e outras mantiveram alinhamento com as forças de libertação que lutaram ao lado dos Aliados. Exemplos: as emissoras da Argélia e Senegal estiveram ao lado do governo Vichy e as do Líbano e Brazzaville faziam propaganda aliada. Algumas das palavras usadas para representar a posição francesa com  relação a um país eram um pouco vagas, como “Protetorado” e ”Alta Comissão do Governo na África Ocidental Francesa”.

No início da era colonial os territórios eram designados como parte da França. A organização estatal de radiodifusão da França (Radiodiffusion Television Française) usava a designação RFO (Radiodiffusion Française d’Outre Mer – no exterior) para descrever os grupos de radiodifusão nas colônias. Tal designação ainda é usada pela RFO Guiana. Outra abreviação usada é FR3 (France Region Trois) para territórios ultramarinos.

Escolhi alguns QSLs para que você possa relembrar das confirmações de Saigon, Brazzaville, Madagascar, Reunião e Argélia. Hoje elas são verdadeiros tesouros na coleção de qualquer Dexista.

Artigo publicado na coluna “Looking Back”, do boletim “Listening In”, do Ontario DX Associationem Setembro de 2006. Tradução efetuada mediante autorização. A publicação em qualquer outro meio é expressamente proibida.


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