A Voz da Polícia Federal

18 12 2014

É muito curioso ver que um órgão da segurança pública do nosso país já teve uma emissora própria. Algo realmente único. Proporcionalmente é triste ver que não existem registros de áudio ou sequer relatos sobre o conteúdo de tais transmissões. Será que algum visitante deste blog saberia dizer?

A Voz da Polícia Federal





Rádio Cacique

16 12 2014

A Rádio Cacique é uma das emissoras mais antigas de Sorocaba e tem sintonia relativamente boa na região. Como a escuta não foi exatamente local, pretendo tentar a confirmação.

Sorocaba/SP dista 76 km de Guareí, local em que foi efetuada a escuta da Rádio Cacique na frequência de 1160 kHz conforme áudio abaixo:





Tributo à WYFR: uma era histórica chega ao fim

14 12 2014

Adrian M. Peterson

Dando continuidade à nossa longa série de artigos sobre uma das mais antigas e maiores emissoras de ondas curtas norteamericanas, continuamos sua história no período de transição de propriedade. Ela foi ao ar com os indicativos W2XAL, W1XAL, WSLA, WRUL, WNYW e o familiar WYFR foi adotado em 1973.

Em 1959, Harold Camping e outros dois amigos compraram uma emissora de FM em São Francisco, Califórnia, cuja história começou em 1947. Tal emissora foi originalmente inaugurada por ninguém menos que a Warner Bros e operando em 97,3 MHz usava o indicativo KWBR.

Durante os doze anos seguintes a emissora passou por várias mudanças de dono e indicativo, e quando ela foi procurada por Harold Camping e seus parceiros em 1959, ela operava como KOBY-FM, com 82 kW e ainda na frequência de 97,3 MHz. Ela passou a ser controlada por seus novos proprietários, a Family Stations Inc, em 4 de Fevereiro de 1959 sob o indicativo KEAR.

Neste período as emissoras de rádio e TV da Family Radio passaram a operar em uma rede englobando mais de cem emissoras, incluindo retransmissores. Além disso, sua programação era distribuída em vários canais de satélite.

Na busca de aumentar a cobertura mundial, a Family Radio começou a planejar a possibilidade de transmitir em ondas curtas. Ela começou retransmitindo seu conteúdo pela WNYW, que tinha estúdios em Nova Iorque e transmissores em Hatherly Beach, Massachusetts.

O novo esquema de transmissões em ondas curtas via WNYW foi implementado em 22 de Janeiro de 1972 por um período diário de três horas. Na época a WNYW ia ao ar com três ou quatro transmissores em paralelo. Isso deu à Family Radio mais dezesseis horas de transmissões diárias, proporcionando boa cobertura das Américas, Europa e África.

Na mesma época a Family Radio também negociava com a Bonneville International, de Salt Lake City, Utah, que era dona da WNYW, a compra desta histórica e conhecida emissora de ondas curtas da região de Scituate, Massachusetts. A Family Radio anunciou em 19 de Outubro de 1973 a compra da emissora de ondas curtas da costa leste ; no dia seguinte a WNYW passou a operar com o indicativo WYFR.

Relembrando esse período, Dan Elyea, Diretor de Engenharia da WYFR, disse que o pessoal da WNYW deu ao pessoal da emissora apenas uma hora no período da tarde para se familiarizar com os equipamentos eletrônicos da estação. No primeiro dia de operações como WYFR, só dois transmissores foram utilizados para irradiação de conteúdo em Inglês e Espanhol para a Europa e América Latina.

O primeiro boletim de programação impresso foi emitido pela WYFR algumas semanas depois, já no mês de Novembro e informava que ia ao ar por nove horas diárias com programação similar dirigida à Europa e América Latina em Inglês e Espanhol. Quando os quatro transmissores foram ao ar ela passou a ser captada em todas as faixas internacionais entre os 5 e 21 MHz, de acordo com as condições de propagação. Um total de nove antenas rômbicas eram utilizadas, das quais quatro eram reversíveis.

Na época da aquisição, a WNYW-WYFR ia ao ar com os seguintes equipamentos:

WNYW2 e WNYW3: dois transmissores de 100 kW (Harris) Gates, modelo HF100;

WNYW4 e WNYW5: um transmissor de 50 kW (Harris) Gates, modelo HF50C e um Continental modelo 417B

Nessa época não havia transmissor identificado como WNYW1. Ao que parece, ele era uma unidade auxiliar de 20 kW que foi retirada de serviço.

No ano seguinte, um transmissor adicional de 100 kW Continental modelo 418D foi instalado. Essa unidade já havia sido planejada e licenciada sob propriedade da WNYW.

Houve planos de instalação de um transmissor de 50 kW (Harris) Gates nas dependências da emissora ELWA, próxima a Monróvia, Libéria, e que entrou em operação três anos depois. Entretanto, após um desastroso incêndio na WNYW em 1967, essa unidade foi remanejada e outra enviada à emissora de ondas curtas do país africano.

Logo após a Family Radio assumir as instalações da WNYW em Hatherly Beach, deu-se início ao planejamento de uma nova emissora de ondas curtas a ser instalada em Okeechobee, Flórida.

Quando as grandiosas instalações na Flórida foram concluídas, os transmissores de Hatherly Beach foram levados a Okeechobee, onde foram reinstalados. Por um período de dois anos a WYFR foi ao ar a partir de duas localidades diferentes, Massachusetts e Florida.

O primeiro transmissor de Hatherly Beach a ser reinstalado em Okeechobee foi um Continental 418D de 100 kW que havia sido instalado recentemente. Isso ocorreu no final de 1977. Então, cada uma das unidades remanescentes em Hatherly Beach foram passadas a Okeechobee.

A última transmissão da WYFR a partir de Hatherly Beach foi encerrada às 2052 UTC em 17 de Novembro de 1979. Era uma transmissão destinada à África com 50 kW em 21525 kHz. Quando este transmissor foi removido, a estação de Hatherly Beach foi silenciada após sessenta anos de serviço.

Em 1993 um visitante descreveu o local como abandonado e cheio de mato, embora esteja agora ocupado por casas.

A WYFR sempre foi boa verificadora de informes e isso vem desde a época de Hatherly Beach, embora o escritório de Oakland, Califórnia, fosse a origem dos QSLs emitidos.

No início, três diferentes cartões QSL foram emitidos. Duas impressões diferentes eram conhecidas, mostrando microfones e o indicativo da emissora em grandes letras vermelhas. Houve um terceiro, com a reprodução dos prédios da emissora.

Artigo traduzido mediante autorização do autor. A publicação em qualquer outro meio é expressamente proibida.





Voice of Asia

12 12 2014

Esta emissora foi a precursora da Voz da China Livre e Rádio Taiwan Internacional. Evidentemente o objetivo sempre foi o mesmo.

Voice of Asia





Radional

10 12 2014

A Radional foi a primeira operadora de ligações à longa distância (sim, via rádio SSB) existente em nosso país. Dos poucos registros existentes é quase unânime a citação da má qualidade dos serviços prestados.





Rádio Universo

8 12 2014

A Rádio Universo é mais uma entre tantas e tantas que transmitem a programação da Igreja Pentecostal Deus é Amor. Transmitem a identificação de hora em hora. É isso. :-)

São Bernardo do Campo dista 169 km de Guareí, local em que foi efetuada a escuta da Rádio Universo na frequência de 1300 kHz conforme áudio abaixo:





O receptor Sony ICF-EX5

6 12 2014

Gary DeBock

Como a maioria dos Dexistas de Ondas Médias sabem, após a Sony ter retirado de linha o altamente sensível ICF-S5W em 1981, ela nunca mais voltou ao mercado norteamericano com um bom receptor portátil para DX em tal faixa. Mas um fato pouco conhecido é que no mercado japonês ela continuou fabricando um equipamento igualmente competente: o Sony ICF-EX5. Como foi projetado especificamente para o mercado japonês, até onde sei ele não foi oferecido por aqui. Além disso, como a maior parte da documentação sobre ele na internet está em Japonês, a existência e virtudes desse receptor são quase desconhecidas na América do Norte. Intrigado com as informações de excelente sensibilidade e seletividade, comprei algumas unidades com o objetivo de compará-lo a equipamentos contemporâneos.

Na minha opinião, o ICF-EX5 foi uma tentativa da Sony de melhorar o projeto do ICF-S5 com a incorporação de dupla conversão, detecção síncrona e melhorias no design. O ICF-S5 (e o modelo norteamericano, S5W) tinha alta sensibilidade e seletividade, mas sofria com medíocre rejeição de imagens. Apesar disso, o ICF-S5 foi muito popular no Japão e as raras unidades do S5W que são colocadas à venda por aqui chegam a atingir US$250 (cinco vezes seu preço original).

Assim como o S5, o EX5 cobre as ondas médias (530 – 1640 kHz), a faixa japonesa de FM e seis frequências cristalizadas da emissora estatal do país em ondas curtas (NSB 1 e NSB 2 em 3, 6 e 9 MHz – sem possibilidade de desvio de frequência). Diferentemente do S5, o EX5 também inclui a faixa de FM norteamericana, com cobertura de 76 – 108 MHz. O EX5 é analógico assim como o S5, mas foram feitos vários esforços para automatizar e miniaturizar o circuito, fazendo com que o EX5 seja mais leve que o S5, mesmo precisando de uma pilha a mais para alimentá-lo. Os dois receptores foram alinhados para o máximo de sensibilidade entre 530 – 1700 kHz, mesmo com a X-band não sendo utilizada no Japão. A performance do AGC é muito boa, o que permite a sintonia rápida da forte KIRO-710 para a fraca CHMJ-730 sem lentidão de reposta. o EX5 possui uma chave de sensibilidade, entrada para fones de ouvido e fonte de alimentação 6 V (não inclusa). No painel traseiro há conexões para antena externa e aterramento. Entretanto, como a antena de ferrite não é desconectável, esta pode comprometer a performance de uma antena direcional externa. Embora o uso de uma antena externa resulte em sinais mais fortes (especialmente nas frequências mais altas), também há um aumento na suscetibilidade à imagens nas frequências baixas e de espúrios quando da proximidade à emissoras locais.

O EX5 também possui dial analógico com um sistema de “escala linear”. Esse função resulta num espaçamento igual entre as frequências em toda a faixa e o dial não comprime as frequências altas em segmentos estreitos. Embora o dial analógico ainda faça com que certa “adivinhação” da frequência sintonizada seja necessária, esse mecanismo ajuda muito, especialmente nas frequências mais altas. As unidades testadas possuem calibração do dial precisa.

Fisicamente, o EX5 parece muito com o ICF-2010, mas cerca de 20% menor. Onde o 2010 possui um teclado, na parte central direita, o EX5 possui uma lista de emissoras japonesas classificada por frequência e cidade. Certamente isso é algo de pouca utilidade na América do Norte, exceto para os que experimentarem a propagação Transpacífica. Mesmo com as quatro pilhas instaladas o rádio é relativamente leve (cerca de 1 kg).

Desmontado, o equipamento possui componentes bastante parecidos com o 2010 e a parte superior inclusive tem a mesma chapa metálica dele. O rádio mede 26 x 14,5 x 5,8 cm. Diferente do S5, que possui LEDs nas cores verde e vermelha para a indicação de sintonia, o EX5 possui apenas um LED vermelho para tal função. Ele tem o mesmo nível de luminosidade do medidor de intensidade de sinal do S5.

Condições de teste
O EX5 foi comparado com outros três receptores portáteis da Sony durante o dia, ou seja, sob condições de sinal por onda terrestre quanto a seletividade, sensibilidade, rejeição à imagens, detecção síncrona e qualidade de áudio. Todas as unidades passaram por uma verificação de funcionamento antes dos testes. Os outros receptores que participaram do teste foram ICF-S5W, ICF-2010 e ICF-SW7600GR. Todos foram testados lado a lado e ao mesmo tempo, sem uso de instrumentos de medição.

Três sinais relativamente fracos foram usados como base, um na parte baixa da faixa (KONA-610), um no meio (CFAX-1070) e um no extremo (KDZR-1640). A seletividade foi testada entre a distante KPQ-560 e a local KVI-570 (de localidades perpendiculares) e entre a distante CHMJ-730 e a local KIRO-710 (ambas de localidades ao norte).

Imagens foram verificadas tendo como base a local KSUH-1450 (em 540 kHz) bem como a presença de espúrios nas adjacências. Como foi um comparativo apenas entre unidades originais, não foi conectada antena externa a nenhuma delas, fazendo com que o teste levasse em conta apenas o desempenho do circuito original. Nenhum dos testes foi efetuado em locais propícios ao Dexismo – ocorreram em um ambiente suburbano no vale do Rio Puyallup, 40 km ao sul de Seattle, Washington.

EX5 versus S5W
Os dois equipamentos tem muito em comum, sendo que o EX5 substituiu o S5 no mercado japonês. A sensibilidade a sinais fracos foi igual na KONA-610 e CFAX-1070, com o EX5 mostrando leve vantagem na recepção da KDZR-1640. Entretanto, para propósitos práticos não houve um vencedor claro neste comparativo e possíveis diferenças podem ocorrer mais provavelmente devido ao alinhamento e/ou diferenças de componentes que pela superioridade do circuito.

A seletividade de ambos os equipamentos é bastante similar, sendo que os dois foram capazes de captar muito bem a KPQ-560 no nulo da KVI-570 e a CHMJ-730 adjacente a KIRO-710. Entretanto, neste comparativo o detector síncrono do EX5 foi mais eficiente em reduzir o espalhamento das emissoras locais, dando uma vantagem significativa na qualidade da escuta (o S5W não possui detector síncrono).

A rejeição de imagens era a principal crítica contra o S5W, então eu estava bastante curioso quanto rendimento do circuito de dupla conversão do EX5. O S5W apresentou uma forte imagem em 540 da KSUH-1450 (suficiente para acender o LED de sintonia). O EX5 apresentou a mesma imagem em 540, mas com metade da intensidade. Maior investigação quanto ao assunto revelou uma moderada imagem em 650 da KZIZ-1560 (no nulo da CISL), mas quase inaudível no EX5. Em suma, houve uma redução significativa do problema no EX5, mas não total.

O S5W possui um excelente áudio para um portátil, facilmente o melhor entre os que foram testados. Possui um alto-falante relativamente grande, com boa reprodução de graves e controle de tonalidade variável. Neste quesito, o EX5 mesmo tendo uma simples chave para controle de tonalidade e um alto-falante menor teve um rendimento bastante próximo. Sua qualidade de áudio é totalmente adequada para o Dexismo e escuta ocasional, mas não no mesmo nível do S5W.

EX5 versus 2010
Obviamente o 2010 é um receptor sensacional e sua gama de funções é muito superior ao EX5. Mas em um teste com sinais fracos o EX5 apresentou rendimento muito próximo ao 2010. Na recepção de três sinais fracos o EX5 (bem como o S5W) mostrou uma vantagem moderada, mas consistente quanto ao áudio do 2010. Tanto a KONA-610 como a KDZR-1640 tipicamente apresentaram desvanecimento durante o dia, mas o EX5 era o primeiro a apresentar áudio legível e o último a em que havia desvanecimento. A CFAX-1070 apresentou sinal fraco, mas o EX5 apresentou áudio perfeitamente legível  em comparação com o 2010.

Nos testes de seletividade o filtro estreito do 2010 colocou o equipamento em clara vantagem na redução de interferências de canais adjacentes. A recepção da KPQ-560 foi basicamente igual, com os detectores síncronos operando de forma semelhante (a banda passante pode ser selecionada manualmente no EX5, entretanto não há LED indicativo do travamento). O detector síncrono do EX5, quando travava, era bastante eficiente, embora necessitasse uma sintonia mais cuidadosa que no 2010. A CHMJ-730 sofria com o espalhamento da KIRO, mas o filtro estreito do 2010, em conjunto com o detector síncrono, fez com que o espalhamento fosse mais tolerável que no EX5. Se não fosse o filtro estreito do 2010, a seletividade dos equipamentos seria bastante similar.

Conforme mencionado antes, como o EX5 possui menos problemas com imagens, foi curioso fazer um comparativo deste aspecto com o 2010. O 2010 absolutamente não apresentou imagem da KSUH-1450 em 540 (ou quaisquer outras), mas sofreu com espúrios em 1425 e 1475 (de intensidade moderada) e em 600 (mais fraca), sendo que o problema inexistiu no EX5. Então, com relação a habilidade de rejeitar imagens e espúrios, os dois equipamentos apresentaram rendimento bastante similar.

A qualidade de áudio também foi outro quesito próximo do empate. Nenhum deles ganharia um prêmio por áudio maravilhoso, mas o alto-falante maior do 2010 e etapa de áudio mais potente dão a ele leve vantagem. Ambos são agradáveis para o Dexismo ou escuta de emissoras locais.

EX5 versus SW7600GR
O SW7600GR é um excelente receptor portátil e possui funções digitais com as quais o analógico EX5 não pode competir. Mas, como ambos custam cerca de US$160 este comparativo foi particularmente interessante para os Dexistas de ondas médias em busca de um receptor não tão caro.

Os testes de sensibilidade com as três emissoras revelou que o EX5 possui clara vantagem. Antes que os sinais da KONA-610 e KDZR-1640 ficassem audíveis no SW7600GR, eles já estavam legíveis no EX5. A CFAX-1070 apresentava legibilidade perfeita no EX5, mas no SW7600GR estava próxima ao nível de ruído. O detector síncrono do SW7600GR fez diferença, embora não o suficiente para aproximá-lo do nível de recepção do EX5.

Nos testes de seletividade, o SW7600GR apresentou recepção problemática da KPQ-560 no nulo da KVI-570, mas na minha opinião isso ocorreu provavelmente devido à limitação de sensibilidade do equipamento. No teste com a CHMJ-730 o resultado foi bem mais competitivo, com os dois equipamentos limitando o espalhamento da KIRO em um nível semelhante. Com os detectores síncronos ativados, ambos equipamentos foram eficientes, mas assim como com o 2010, o síncrono do EX5 requer sintonia mais cuidadosa que no SW7600GR. Conclusão: a seletividade de ambos é bastante similar e nenhum deles possui filtro estreito.

Os testes revelaram que o SW7600GR apresentou uma forte imagem da KSUH-1450 em 540 e uma moderada da KZIZ-1560 e 650, assim como espúrios moderados da KSUH em 600, o que não aconteceu com o EX5. Neste aspecto pode-se dizer que o EX5 apresentou leve vantagem quanto a rejeição de espúrios e imagens.

Assim como com o 2010, o áudio de nenhum dos dois receptores aproximou-se da alta fidelidade, mas como o alto falante e áudio do EX5 é mais poderoso, ele também levou vantagem neste aspecto.

Veredito
O ICF-EX5 não foi projetado para competir com receptores digitais. Por 22 anos ele fez sucesso no mercado japonês por uma razão simples: por um valor razoável trata-se de um portátil com alta sensibilidade e seletividade. Sua portabilidade fez dele a escolha de muitos entusiastas das ondas médias no Japão. Todos receptores testados são encontrados facilmente no Japão e comparativos feitos por Dexistas locais confirmaram meus resultados.

Além disso, o analógico ICF-EX5 pode não agradar a todos. A falta de leitura digital, BFO e memórias faz com que ele não seja uma escolha lógica para DX transoceânico, sem contar que a não ser que você o modifique, a cobertura de ondas médias vai até 1640. Se você não gosta de sintonia analógica ou não vive sem memórias, certamente não vai gostar do ICF-EX5.

Entretanto, para Dexistas de ondas médias com interesse primário em emissoras domésticas, por US$173 este receptor oferece boa relação custo/benefício em um pacote com alta sensibilidade, seletividade e portabilidade. Com apenas 1 kg é um bom portátil para viagens. E, para os que sempre quiseram um ICF-S5W mas não querem pagar US$250 ou mais por uma unidade rara no eBay, esta é a chance de ter um equipamento novo com melhoramentos significativos e por um preço mais baixo.

Considerações finais
Embora essa avaliação do ICF-EX5 tenha sido feita com o máximo de esforço pela precisão, certamente ela não é absoluta. Sei que os componentes de um mesmo modelo pode causar resultados variáveis. Sempre houve muita controvérsia sobre qual é o melhor portátil para DX em ondas médias, e na minha opinião todos os que fizeram parte deste teste tem condições de clamar pelo título. Para os céticos eu recomendo eu recomendo um teste lado a lado entre o ICF-EX5 e seu portátil favorito. Além do mais, seu valor é relativamente acessível.

(Meus sinceros agradecimentos a Nick Hall-Patch por seu encorajamento e ajuda na preparação desta avaliação). Artigo publicado originalmente do boletim do IRCA.

Artigo traduzido mediante autorização do autor. A publicação em qualquer outro meio é expressamente proibida.








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