9A1AA

17 04 2014

Ao menos uma vez em sua “carreira Dexista” você certamente ao receber um cartão QSL teve a sensação estranha de sequer lembrar de ter enviado o informe de recepção, não é mesmo? Foi exatamente o que senti há poucos dias.

Faz um bom tempo que abandonei o Dexismo de estações de radioamador por conta de ter outras prioridades no hobby e por esta vertente consumir muito do pouco tempo livre que possuo. Jamais imaginei que teria algum QSL de radioamador para publicar aqui.

Segue a imagem…

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Rádio Clube Ararense

15 04 2014

A Rádio Clube Ararense certamente está entre as mais tradicionais do interior paulista, pois já são quase 60 anos no ar.

Esta foi a segunda escuta de uma emissora de Araras efetuada em ondas médias (a outra emissora – Rádio Fraternidade – já foi motivo de outro post).

Araras/SP dista 139 km de Guareí, local em que foi efetuada a escuta da Rádio Clube Ararense na frequência de 1460 kHz conforme áudio abaixo:






Usando gravadores de MP3

13 04 2014

Bjarne Mjelde

A gravação de captações é algo que costumo fazer desde quando comecei no Dexismo, no início da década de 1970. Registros em fita cassete eram a única alternativa na época. Apenas na década de 1990 outras mídias começaram a surgir, como os Minidiscs. Eles ainda são populares entre os Dexistas, especialmente após a evolução para o formato Hi-MD, que permite o envio rápido dos arquivos para o computador. A gravação direta no PC também tornou-se comum e programas do gênero existem em grande quantidade.

Mas, gravar em um computador requer um computador, algo nem sempre possível ou desejável por razões como espaço, peso, ruído, etc. Então, que tal usar um aparelho de pequeno porte e de fácil aquisição como um gravador de MP3? Alguns possuem a opção de gravação analógica por meio de uma entrada de linha. Seu uso para o Dexismo vem amadurecendo ao longo dos anos e para verificar seu desempenho passei a comprar vários modelos.

Há uma necessidade em específico: o dispositivo deve começar a gravação de forma imediata, sem seleção em menus, definição de nome do arquivo ou desligamento automático, além de ter capacidade suficiente para várias gravações. Ficar sem espaço sob boas condições de propagação não é nada agradável.

Levando em conta que novos gravadores são lançados em questão de meses, não informarei os modelos disponíveis que possuem entrada de linha, mas há muitos. Você precisará buscá-los, pois vários não a possuem. O iPod é um exemplo.

Existem dois tipos de gravadores de MP3: os com armazenamento em memória flash ou disco rígido. Os de memória flash possuem capacidade de 0,5 a 2 GB, enquanto os de disco rígido vão de 4 a 80 (ou mais) GB. Obviamente, quanto maior a capacidade, melhor e os de memória flash são geralmente os mais caros. Um gravador flash com 512MB trabalhando a uma taxa de amostragem de 64kbps pode armazenar até 18 horas de DX. Então, para uma noite de uso um gravador de baixo custo dará conta do recado.

Diferentes gravadores de MP3

Após pesquisar por algum tempo decidi começar com o gravador iAudio M3 HDD (20 GB).

iAudio M3 comparado a um MD

O M3 precisa de um adaptador ou berço para conexão à entrada de linha. Ele faz parte do pacote, e na maior parte das vezes o berço também. Possui um controle remoto com fio (similar aos MDs portáteis) em que há um display. Todos os controles estão disponíveis tanto na unidade principal como no controle remoto. Grava apenas em formato MP3, embora possa executar arquivos em outros formatos. Taxas de amostragem de 64 a 320 kbps podem ser selecionadas. 64 kbps serão suficientes para gravações DX e ocuparão em média 490 kB por minuto. Então, teoricamente os 20GB permitirão armazenar cerca de 680 horas de DX (a capacidade real é sempre um pouco menor que a informada). A título de comparação, um minidisc de 80 minutos em modo 4LP possui capacidade de 5 horas e 20 minutos. Além disso, como a entrada de linha é estéreo, é possível conectar dois receptores ao M3, permitindo a gravação de 1360 horas de DX. A separação de canais é excelente. Seu limite é de 999 arquivos com tamanho máximo de 512MB. Caso você faça uma gravação de 24 horas e o limite de 512MB seja excedido antes não há razão para preocupação – as horas suficientes para o arquivo de 512MB serão gravadas em um arquivo e o restante em outro.

A durabilidade da bateria é muito boa; do total de 14 horas informado, uma avaliação disse ter sido superior a 13 horas. Tal valor foi mensurado em modo playback; não há detalhes quanto ao rendimento em gravações, mas não creio ser muito diferente. Esse valor pode variar de aparelho para aparelho.

A gravação com o M3 é fácil e não entrarei em detalhes. Entretanto, ele possui uma falha que demorou algum tempo até eu descobrir a razão. Ao gravar com o carregador conectado havia presença de ruído – não no receptor, mas na gravação! Como resultado a qualidade de áudio sofreu degradação e vários DX foram perdidos. Substituí a fonte chaveada de 5 VDC por uma estabilizada de 6 VDC e o ruído foi embora.

Você certamente precisará mover os arquivos para o PC para posterior processamento e armazenamento. A maioria dos gravadores de MP3, incluindo o iAudio, serão reconhecidos como um disco externo sem necessidade de instalar drivers ou qualquer software proprietário. Com uma porta USB 2.0 a transferência ocorrerá sem problemas e de forma rápida. Apenas não me pergunte quanto ao funcionamento no Mac OS, pois não tenho conhecimento sobre o assunto.

Também fiz testes em um gravador baseado em memória flash. Comprei o iRiver iFP-895, com 512 MB e que ao contrário do M3 possui AGC, algo que o torna menos suscetível a sobrecarga se o nível na entrada de linha for muito elevado. As gravações a 64 kbps tiveram excelente qualidade – mesmo porque não precisamos de largura de áudio muito grande pois raramente usamos filtros com valores superiores a 6 kHz. Fiquei tão satisfeito que comprei também um iFP-899 (1GB) e um iFP-795 (também com 512 MB, mas com leves diferenças na aparência). Tenha em mente que o firmware padrão do iRiver necessita de software proprietário para envio dos arquivos de áudio ao PC. Não é um grande problema, até porque firmwares mais atuais permitem que os gravadores sejam reconhecidos pelo Windows como um disco externo.

iRiver iFP-795

Todos os iRivers usam pilhas AA. Por um lado há custos, mas por por outro a certeza de que você não precisará de um carregador ruidoso. Apenas tenha em mente que quando as pilhas desses gravadores descarregam durante uma gravação, ela não será salva antes do desligamento.

iRiver iHP-120

Queria testar outros gravadores com base em disco, então comprei um iRiver iHP-120 no Ebay. Ele também tem uma saída de linha que pode ser bastante útil. Ao contrário do M3, ele não precisa de um adaptador especial ou berço para poder usar a entrada de linha. Ele é excelente para gravações de DX e seu display supera o do M3. Mas, novamente temos um carregador ruidoso. Conectei-o a uma fonte estabilizada de 6 VDC e ele desapareceu. Para uma noite de DX a bateria interna certamente dará conta (há pacotes de baterias extras no Ebay e você também pode construir uma). Caso você queira usar tais gravadores durante longas DX-peditions é recomendável usar uma fonte de alimentação alternativa. Creio que carregadores ruidosos sejam um problema quase universal, então, independente do gravador escolhido, tenha em mente que não é possível fazer DX com ele conectado. O 120, ao operar com bateria, salvará a gravação em execução antes da descarga total da bateria. Outra coisa interessante sobre ele é que o pessoal do site Rockbox fez um firmware alternativo, incluindo a opção de buffer pré-gravação de até 30 segundos. Entretanto, com esse firmware é possível fazer gravações apenas em formato wav. Ele também pode ajudar usuários com deficiência visual. Modelos mais atuais do iRiver como o 320 e 340 possuem display colorido e até onde sei funcionam de forma similar ao 120 e 140.

Para encerrar: há vários equipamentos do gênero que não fazem gravação. A maior parte deles são abordados em fóruns independentes. Nesta avaliação escolhi os modelos iRiver e iAudio mas há muitos modelos interessantes no mercado.

Artigo traduzido mediante autorização do autor. A publicação em qualquer outro meio é expressamente proibida.





AWR

11 04 2014

A AWR é uma emissora de grande tradição e tem no seu programa “Wavescan” a maior fonte de ligação com o público Dexista. Além de bonitos cartões QSL ela fornece a seus ouvinte outros brindes de extrema beleza como a flâmula abaixo.

AWR





Rádio Globo Salvador/BA

9 04 2014

Embora não seja uma emissora de ondas curtas ou tropicais, por conta de já ser relativamente antiga a confirmação merece espaço neste blog. Trata-se apenas da primeira de uma série de confirmações do tipo que aparecerão por aqui. Como muitos sabem, várias são as emissoras brasileiras captadas com certa regularidade e confirmadas por Dexistas europeus. Pelo que pude verificar, esta emissora hoje transmite na faixa de FM.

Rádio Globo Salvador





Rádio Azul Celeste

7 04 2014

A Rádio Azul Celeste transmite desde o final da década de 1980 e é presença relativamente simples na região. Tive a felicidade de captar a programação local, que acho muito mais agradável que conteúdo em rede.

Americana/SP dista 112 km de Guareí, local em que foi efetuada a escuta da Rádio Azul Celeste na frequência de 1440 kHz conforme áudio abaixo:






Sexta-feira 13, meu dia de sorte

5 04 2014

Mika Mäkeläinen

Agora é a hora, pensei. Se era possível captar uma emissora do Pacífico Sul, na sexta-feira, 13 de novembro de 1998, as condições pareciam ideais. A boa recepção de estações do Alaska e Hawaii indicavam que o caminho sobre o Polo Norte estava aberto. Estações do extremo leste da Rússia em ondas curtas estavam estranhamente fortes. Comecei a buscar em determinadas frequências até que um sinal fraco em 1017 kHz chamou minha atenção.

Estações de ondas médias do Pacífico sempre estiveram entre os alvos mais valiosos para os Dexistas finlandeses. Meus primeiros 18 anos de hobby resultou em 16 conformações do Hawaii e 3 da Austrália – até a madrugada de 13 de novembro de 1998.

O último dia da DXpedition LEM121 começou com condições abaixo do esperado para a América do Norte durante a noite. O nascer do sol na Lapônia é tipicamente o melhor horário para escutas de emissoras do ocidente e tive a sorte de identificar algumas dos Estados Unidos como a KTOP em 1490 kHz. Também captei algumas estações europeias interessantes como a Sud Radio em 819 kHz e RNE Monforte de Lemos com programação regional para a Galícia em 972 kHz.

Mas, como as condições pioraram rapidamente, decidi dedicar-me à escuta de ondas curtas e terminei com o encerramento da transmissão do serviço regional Tikhy Okean, a partir de Khabarovsk, em 7210 kHz. Coincidentemente o nome significa Oceano Pacífico. Às 0900 UTC a Tikhy Okean foi substituída pelo boletim de notícias nacional Vesti e então decidi mudar de faixa.

A chave é o norte
A faixa de AM estava em grande parte silenciosa, com quase nada do ocidente. Ainda assim, 15 emissoras do Alaska foram captadas, assim como várias do Hawaii. Era uma quantia pouco comum, mas ainda não havia encontrado nada novo. Também percebi que não apenas Khabarovsk como outras estações do extremo leste russo estavam chegando com sinal mais forte que nos demais dias. Tudo que eu tinha era uma situação em comum: a direção dos sinais, que vinham pelo Polo Norte, um caminho difícil e geralmente silenciado por distúrbios magnéticos. Tal dia também foi excepcional pois o índice A foi de apenas 1 a 44.

Tudo isso levou-me a tentar o impossível – buscar emissoras ainda mais distantes do Pacífico. Percorri a faixa, que é ocupada em intervalos de 9 kHz e que no momento parecia oferecer apenas alguns sinais fracos da Europa. Verifiquei no WRTH frequências em potencial do Pacífico Sul até que em 1017 kHz ouvi uma música que imediatamente fez com que sentisse arrepios. Já tinha ouvido esse tipo de música em emissoras regionais de ondas curtas da Papua Nova Guiné!

Olhando rapidamente o WRTH verifiquei que não havia emissora da Nova Guiné em tal frequência, mas Tonga. Eram 0935 UTC. Informei ao meu amigo Jim Solatie. Ambos estávamos descrentes da escuta, mas Jim começou a buscar outras emissoras da região enquanto eu gravava aquele sinal fraco, que ocasionalmente ficava totalmente inaudível para então ganhar força após uma longa ausência.

Pensei em outras possibilidades, incluindo Taiwan, que me enganou ao seguir sua programação por um bom tempo durante outra DXpedition, mas nenhuma das emissoras que ocupavam a frequência coincidiam com o que ouvia. O idioma da locutora levou-me a pensar que tratava-se de Pidgin. Conforme pude ver depois o idioma era Tonganês, não muito parecido com o que imaginei, mas com algumas semelhanças. Percebi a presença de algumas palavras em Inglês, mas fora isso o restante da fala era totalmente incompreensível para mim.

Às 0945 o programa musical deu lugar a um que inicialmente imaginei tratar-se de noticiário ou atualidades. Soube depois por meio de um contato telefônico com a Tonga Broadcasting Commission que era um programa de mensagens direcionado a pessoas vivendo em ilhas diferentes, bastante parecido com os de emissoras andinas. Soube também que as mensagens foram lidas pela locutora-chefe, Ms. Mele Heimuli, que aposentou-se em 1999. Ele continuou na hora cheia sem nenhum tipo de identificação. O programa musical retornou com conteúdo comum a emissoras do Pacífico. O sinal permaneceu mais ou menos audível até cerca de 1030 UTC, quando deixou de ser captado.

Nada mais da região
A maior parte do nosso grupo usou dois receptores e dois gravadores. O sinal era mais audível com minha antena de 800 metros direcionada para o extremo oriente, a 45 graus. A antena voltada para o Alaska resultava em um sinal mais fraco, sendo que nas demais ele era totalmente inaudível. Ainda estava em dúvida, pois por mais que muito do que tinha ouvido me levasse a crer que seria a emissora de Tonga, não havia identificação, então eu não tinha como comemorar. Mesmo assim tinha material suficiente para um informe tentativo que enviei assim que retornei da Lapônia.

Enquanto isso, Jim não teve sorte. Algumas das emissoras da região já haviam saído do ar e outras simplesmente não eram audíveis. Mas, no dia seguinte, após as 1245 UTC, captei a emissora KTWG de Guam em 801 kHz, algo raro e outro indicativo das condições favoráveis de recepção de estações do Pacífico naquele período. Algumas emissoras do Japão e Filipinas também foram identificadas, mas nada sensacional.

Informe perdido no oceano
Meu primeiro informe, enviado por correio expresso, foi extraviado. A outra grande captação do dia, KTWG, rendeu um cartão QSL com uma amável carta confirmatória do programa Turning Point. A virada na minha caçada pela confirmação estava para acontecer. Estava ansioso por não saber se havia captado Tonga ou não.

A3Z - 2Enviei uma gravação ao Dexista neozelandês Paul Ormandy que tentou tirar alguma informação do seu conteúdo contactando pessoas que falassem Tonganês, mas sem êxito.

Em Março de 1999 reenviei o informe e posteriormente um pedido via fax.O Engenheiro Chefe Sioeli Maka Tohi enviou uma amável confirmação pelo mesmo meio e posteriormente recebi por correio seu tradicional cartão QSL com o indicativo A3Z.

Sioeli Maka Tohi confirmou meu informe e disse que os detalhes estavam de acordo com o resumo do programa. Posteriormente também disse que havia reconhecido os locutores da gravação. Finalmente! A emissora nunca tinha sido captada na Europa em AM. Para mim Tonga foi o rádio-país de número 200 confirmado, de acordo com a lista do Finnish DX Association. Uma recompensa bastante adequada para a situação.

A nação e a emissora
Tonga é uma monarquia parlamentar com cerca de 110 mil habitantes espalhados em dezenas de ilhas espalhadas por 750 km². A capital é Nuku’alofa e fica na lha principal, Tongatapu. Assim como a maior parte das pequenas nações do Pacífico, Tonga é relativamente pobre, tendo um PIB per capita oito vezes menor que o da Finlândia.

A A3Z Rádio 1 opera em 1017 kHz, com uma potência de 10 kilowatts, e é o único transmissor de AM no país. Tanto a emissora pública Tonga Broadcasting Commission (TBC) – conhecida como Chamado das Ilhas Amigas – e suas competidoras privadas possuem transmissores em FM. Até o momento há apenas canais privados de televisão, mas a TBC planeja construir uma estação. O projeto original tinha como objetivo a inauguração em Novembro de 1999, mas foi adiado, conforme informações do Engenheiro Chefe, Maka Tohi.

Até 1992 a TBC operou também um transmissor de ondas curtas com 1 kW que nunca foi captado na Finlândia. Ele está danificado e não há planos de reparo no futuro, pois o AM cobre todo o país.

A informação de contato presente no World Radio TV Handbook é válida. Em 2000 a emissora teve um website, inclusive com identificações de suas emissoras e a possibilidade de compra de souvenirs, mas infelizmente foi descontinuado no começo de 2001.

A Tonga Broadcasting Commission possui 60 pessoas em seu quadro de funcionários para manter no ar as duas frequências, ambas durante cerca de 18 horas por dia. As transmissões são em Tonganês e Inglês, com retransmissões da BBC, Rádio Austrália e Rádio Nova Zelândia. Curiosamente a emissora não é mantida por taxas ou orçamento estatal, mas por anunciantes e lucros de uma loja de eletroeletrônicos de propriedade da TBC!

A A3Z foi fundada em 1960 para proporcionar um meio de comunicação entre as pessoas das ilhas mais remotas. Mesmo depois da chegada do telefone a emissora cumpre um papel muito importante. Os horários das transmissões são distribuídos em igrejas, comunidades e organizações cívicas, pois a A3Z é a única estação que que cobre todo o país – e, como pode ser visto, ocasionalmente vai muito além!

Recepção melhor em plena luz do dia
A distância da Lapônia até Tonga é de aproximadamente 14500 km, muito mais até o Hawaii (cerca de 9800 km), mas menos que até a Nova Zelândia. Como exemplo, uma estação neozelandesa de ondas médias a partir de Wellington, a mais de 16000 km, já foi captada na Finlândia. Entretanto, Tonga está muito mais ao norte tendo como referência a Lapônia, o que requer condições diferentes de recepção.

Um bom planejamento de horário pode ajudar na conquista de outras escutas do Pacífico. Em tese, Tonga e outros países da região podem ser captados até mesmo antes das 0930 UTC. O pôr-do-sol em Tonga em meados de Novembro ocorre às 1857, horário local, equivalente a 0557 UTC. Então seria interessante a tentativa pois há todo um caminho de escuridão entre a Finlândia e Tonga em comparação às 0930 UTC, quando na Lapônia já é dia e o sinal precisa passar  por centenas de quilômetros sob luz do sol.

Entretanto, o que faz das 0930 UTC um horário muito melhor que o das 0600 UTC é que neste os sinais do oeste da Europa ainda chegam muito fortes e mesmo com uma antena direcional é difícil evitar a interferência. Já no período das 0930 às 1030 UTC o sol está brilhando sobre toda a Europa e os sinais interferentes são mais fracos que em qualquer outro horário – permitindo a captação de emissoras distantes e fracas. Fique atento no próximo inverno – quem sabe outras ilhas possam ser ouvidas mundo afora?

Artigo traduzido mediante autorização do autor. A publicação em qualquer outro meio é expressamente proibida.








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